Um colega de profissão confessa-me que,  por passar tantas horas a trabalhar com o infinito à sua frente, lhe parece quase impossível fazer trabalhos destes: os espaços fechados, as linhas rectas, as fronteiras visuais, deixam-no confuso. Mas novos clientes trazem novos desafios, como tem sido o caso da ABA, e eu gosto de passar para o oposto, de desligar o chip “mar sem fim”. Desta vez, pediram-me que que fotografasse uma unidade industrial… Numa sala, avisos de perigo de morte por eletrocução, na outra fotografar em apneia para evitar a agoniante sensação dos pulmões a queimarem por dentro com os vapores dos ácidos cozinhados dentro de uma cisterna. Ao final do dia, para o mesmo cliente, fotografei uma adega magnífica onde não se ouvia um som ou sentia um cheiro. Há dias assim.RB_20150127_0046 RB_20150127_0058RB_20150127_0248